Última hora: Jorge Monteiro morreu em serviço enquanto sinalizava um camião em chamas

O militar da Guarda Nacional Republicana que morreu atropelado na noite de sexta-feira, no IC2, em Turquel, no concelho de Alcobaça, foi identificado como Jorge Monteiro, de 29 anos, natural de Fafe. O jovem guarda encontrava-se em serviço quando foi colhido por uma viatura enquanto prestava auxílio numa ocorrência rodoviária.
Segundo as informações conhecidas, Jorge Monteiro estava a sinalizar um camião em chamas na via, procurando garantir a segurança dos automobilistas e dos meios de socorro, quando foi violentamente atropelado. O impacto revelou-se fatal e o militar acabou por morrer no local, numa ocorrência que deixou em choque colegas, familiares e toda a comunidade.
O condutor envolvido no atropelamento abandonou inicialmente o local, mas regressou pouco tempo depois e apresentou-se às autoridades. Após ser submetido ao teste de alcoolemia, foi detetada uma taxa superior a 1,2 gramas de álcool por litro de sangue, valor que, em Portugal, constitui crime. O homem foi detido e o caso está agora a ser investigado pelas autoridades competentes para apurar todas as circunstâncias do acidente.
Entretanto, a GNR manifestou publicamente o seu pesar através de uma nota de condolências dirigida à família, amigos e camaradas de Jorge Monteiro. “Partiu em serviço, fiel ao compromisso que une todos os que vestem esta farda: proteger os outros, mesmo perante o risco”, escreveu a instituição numa mensagem divulgada nas redes sociais, enaltecendo a dedicação e o profissionalismo do militar.
A morte de Jorge Monteiro provocou uma onda de consternação, sobretudo na sua terra natal, Fafe, e entre os elementos da Guarda Nacional Republicana. As autoridades prosseguem agora a investigação para esclarecer todos os contornos do atropelamento, enquanto multiplicam-se as homenagens ao jovem guarda que perdeu a vida no cumprimento da sua missão de proteger os outros.







