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Caso Lara: detalhe após o crime aumenta o choque — madrasta terá voltado ao local

A reconstituição revelou que Eulália Silva terá regressado ao local onde Lara foi deixada, depois de a levar até à Serra da Padrela

O caso de Lara, a menina de oito anos que perdeu a vida na Serra da Padrela, continua a abalar o país. A criança terá sido enganada pela madrasta, Eulália Silva, de 48 anos, e levada para uma zona isolada entre Vila Pouca de Aguiar e Valpaços, onde o crime terá acontecido.

Na manhã de quarta-feira, 17 de junho, Lara saiu de casa como se fosse apenas mais um dia normal. Seguiu de autocarro para a escola, onde deveria estar com os colegas, brincar e cumprir a rotina própria de uma criança da sua idade. Mas esse dia nunca aconteceu.

Perto do recinto escolar, Eulália Silva já estaria à sua espera. A madrasta terá dito à menina que tinha uma consulta médica e, com essa justificação, levou-a de carro até à Serra da Padrela. O percurso terá sido de cerca de 40 quilómetros.

A investigação aponta que Lara terá sido asfixiada naquele local. Durante a reconstituição feita, foi explicado que Eulália terá deixado o carro junto a uma eólica e seguido depois a pé com a menina pela mão, até uma zona de pedras de grande dimensão.

“Foi por detrás destas pedras gigantes que acabou por deixar o corpo de Lara”, foi referido durante a reconstituição, que mostrou o local onde a criança terá sido deixada depois do crime.

O cenário descrito é particularmente duro. A zona é isolada, densa e pouco visível a partir da estrada, o que tornava a localização do corpo mais complicada para as autoridades. Lara ficou num local afastado, numa serra onde dificilmente alguém passaria por acaso.

Mas houve ainda outro detalhe que tornou o caso mais difícil de assimilar. Depois de asfixiar a menina, Eulália Silva terá regressado ao carro e voltado novamente ao local onde Lara ficou. O objetivo terá sido ir buscar a mochila da criança e deixá-la junto ao corpo.

“Ela ainda voltou para trás. Ela ainda voltou a fazer este caminho todo para ir buscar a mochila de Lara e para atirar a mochila de Lara para a zona ao pé do corpo”, foi explicado durante a reconstituição.

A informação acrescenta um dado particularmente pesado ao caso que abalou Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. Lara tinha apenas oito anos e terá sido conduzida por alguém em quem, à partida, confiava, para um local isolado de onde já não regressou.

O caso continua a ser investigado pelas autoridades. Eulália Silva é suspeita de ter enganado a enteada e de a ter levado até à Serra da Padrela, num crime que deixou uma comunidade inteira confrontada com a perda de uma criança.

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