Última homenagem ao músico acontece na Basílica da Estrela, em Lisboa, onde centenas de admiradores se despedem de um dos maiores nomes da música portuguesa
O funeral de Luís Represas realiza-se esta sexta-feira, 24 de julho, na Basílica da Estrela, em Lisboa. A cerimónia de despedida será reservada à família e aos amigos mais próximos, mas será antecedida por uma missa aberta ao público, permitindo que admiradores prestem uma última homenagem ao cantor que marcou gerações de portugueses.
O início da celebração religiosa está marcado para as 15h00, na Basílica da Estrela. Após a missa, decorrerá o funeral num momento mais reservado, cumprindo o desejo da família. Na quinta-feira, o velório reuniu centenas de pessoas, entre familiares, amigos, colegas de profissão e inúmeras figuras públicas que fizeram questão de se despedir do artista.
Luís Represas morreu na passada quarta-feira, aos 69 anos, quando assinalava 50 anos de carreira. Natural de Lisboa, foi um dos fundadores da histórica banda Trovante, criada em 1976, tornando-se uma das vozes mais marcantes da música portuguesa. Após o percurso com o grupo, iniciou uma bem-sucedida carreira a solo, deixando temas incontornáveis como “Feiticeira”, “Neva sobre a Marginal” e “Fora de Tempo”.
Ao longo de cinco décadas de carreira, o músico colaborou com alguns dos maiores nomes da música portuguesa e internacional, entre eles José Afonso, Carlos do Carmo, Fausto Bordalo Dias, Jorge Palma, Gilberto Gil, Phil Collins, Compay Segundo, Pablo Milanés e Carlinhos Brown. O seu contributo artístico foi amplamente reconhecido, tendo sido distinguido como Comendador da Ordem de Mérito pelo Estado Português, em 2005, e recebido a Medalha da Ordem de Timor-Leste, em 2016, pelo apoio à causa da independência timorense.
Mesmo após meio século de carreira, Luís Represas mantinha uma agenda artística ativa. Em 2024 lançou o álbum “Miragem” e preparava dois concertos especiais nos coliseus de Lisboa e do Porto, agendados para abril de 2027, para celebrar os seus 50 anos de percurso musical. A sua partida deixa um profundo vazio na cultura portuguesa, mas também um legado intemporal que continuará a emocionar gerações através das suas canções





