Tânia Laranjo emociona-se com gesto de portugueses: “Se não tiver sítio para dormir, venha à minha casa”

A jornalista Tânia Laranjo tem vivido semanas particularmente intensas na linha da frente da atualidade nacional, acompanhando de perto as consequências do mau tempo que atingiu várias regiões do país. O rosto da informação da CMTV tem marcado presença em cenários de cheias, destruição e desalojados, testemunhando não só o drama das populações afetadas, mas também gestos de solidariedade que a deixaram profundamente emocionada.
Em declarações à TV Guia, a repórter revelou que o contacto direto com as pessoas ganhou uma dimensão inesperada durante estas reportagens. Segundo contou, muitos cidadãos abordam-na com proximidade e carinho, tratando-a pelo nome próprio e abrindo-lhe as portas das suas casas. Alguns chegaram mesmo a oferecer abrigo, caso necessitasse de um lugar para descansar após dias de trabalho intenso em condições adversas.
“Se não tiver sítio para dormir, venha à minha casa”, foi uma das frases que mais a marcou, símbolo de uma generosidade espontânea que considera comovente. A jornalista destacou que, mesmo em situações difíceis, há quem faça questão de partilhar o pouco que tem, num gesto que contrasta com o cenário de destruição provocado pelas intempéries. Para Tânia Laranjo, este contacto humano é uma das experiências mais impactantes da sua carreira recente.
Apesar da emoção gerada pela solidariedade, a repórter não esconde a preocupação com a realidade que encontra no terreno. Ao longo das últimas semanas, tem testemunhado famílias que perderam tudo e enfrentam dificuldades para reconstruir as suas vidas. Segundo afirma, muitos dos apoios prometidos continuam a demorar, prolongando o sofrimento de quem já foi duramente afetado pelas condições meteorológicas extremas.
Entre a dureza das imagens que relata diariamente e a generosidade que encontra nas comunidades, Tânia Laranjo reconhece que estas semanas foram particularmente marcantes a nível pessoal e profissional. A jornalista sublinha que o carinho do público é um incentivo para continuar a dar voz a quem precisa — mas reforça que a prioridade deve continuar a ser a resposta rápida e eficaz às populações que aguardam ajuda.







