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Última hora: Desabafo da apresentadora sobre os comentadores televisivos desencadeou uma forte reação

Filomena Cautela recorreu recentemente às redes sociais para questionar a for como algumas televisões recorrem a comentadores para abordar temas que, na sua opinião, deveriam ser entregues a quem possui conhecimento especializado. A apresentadora da RTP não escondeu a irritação perante aquilo que considera ser um excesso de “opinadores profissionais” no pequeno ecrã.

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“Quanto é que falta para todos e todas nos cansarmos de opinadores profissionais a fazer intervenções na televisão sobre áreas que não estudaram?”, questionou. Para Filomena Cautela, a televisão deveria dar maior espaço a especialistas, nomeadamente “cientistas, economistas credenciados” e outros profissionais com formação nas áreas sobre as quais são chamados a pronunciar-se.

Mas foi a forma como terminou o desabafo que acabou por dar ainda mais força à discussão. “Os outros podem voltar para as redes sociais, caneco! Que desespero”, escreveu. As suas palavras não passaram despercebidas e chegaram ao ‘Passadeira Vermelha’, da SIC Caras. Na emissão desta segunda-feira, 24 de agosto, o assunto foi levado para a mesa de comentários, onde Filipa Torrinha Nunes decidiu pronunciar-se.

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Segundo a psicóloga não se pode partir do princípio de que quem comenta na televisão não tem preparação para o fazer. “À partida, os senhores que comentam têm a sua formação”, afirmou. Ainda assim, Filipa acredita que Filomena poderá estar a apontar para um problema real: a facilidade com que a desinformação se espalha e chega ao público.

O problema, defendeu, está na forma como esse assunto é colocado. “Hoje em dia, as pessoas não formulam uma opinião crítica sobre nada. Claro que se as pessoas tiverem formação têm voz. Há aqui uma questão de base e sistémica.”

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E foi então que deixou a crítica mais dura à apresentadora: “Este story da Filomena é irresponsável e simplista, não resume nada do que se passa em relação à desinformação.” Para Filipa Torrinha Nunes, combater a informação errada não passa por desvalorizar quem é contratado pelas televisões para comentar.

“A desinformação não se combate apontando o dedo às pessoas que são contratadas para falar.” A psicóloga terminou com uma frase que não deixou grande margem para dúvidas sobre a sua posição: “Não sei o que se passou na cabeça dela.”

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