Passageiros da EasyJet retidos em São Vicente devido à “bruma seca” por José Valente

Os passageiros de um voo da EasyJet entre a ilha de São Vicente, em Cabo Verde, e Lisboa estão retidos no arquipélago desde terça-feira, devido a constrangimentos operacionais provocados pela chamada “bruma seca”.
Segundo relatou à agência Lusa o passageiro Miguel Figueiredo, o voo “tem sido sucessivamente adiado”. As poeiras provenientes da África Ocidental reduziram significativamente a visibilidade, impedindo inicialmente a aterragem da aeronave no Aeroporto Cesária Évora.
O voo foi remarcado para quarta-feira de manhã, mas o avião acabou por ser desviado para a ilha do Sal após uma tentativa falhada de aterragem. Mais tarde, regressou a São Vicente e conseguiu pousar durante a tarde, momento que foi recebido com aplausos pelos passageiros já em sala de embarque. No entanto, a tripulação informou que tinha atingido o limite legal de horas de voo, adiando novamente a partida.
De acordo com o testemunho recolhido, mais de 100 pessoas estão afetadas, incluindo passageiros com saúde frágil e ligações aéreas perdidas em Lisboa. A situação agravou-se devido à elevada ocupação hoteleira associada às celebrações de Carnaval em São Vicente, havendo relatos de dificuldades de alojamento e até pessoas que terão passado a noite na rua.
Fonte diplomática confirmou que o escritório consular português em São Vicente está a acompanhar o caso. Até ao momento, a EasyJet não prestou esclarecimentos adicionais. O Instituto de Meteorologia de Cabo Verde prevê que a bruma seca continue a limitar a visibilidade até sexta-feira, mantendo a incerteza quanto à normalização das ligações aéreas.







