Noélia Pereira emociona-se ao recordar fase difícil na ‘1.ª Companhia’ por José Valente

A empresária algarvia Noélia Pereira, que conquistou o quarto lugar na 1.ª Companhia, esteve à conversa com Cristina Ferreira no programa Dois às 10, onde fez um balanço emotivo da sua participação. Ao recordar as 51 semanas passadas na base de Bucelas, a ex-concorrente assumiu que a experiência foi mais exigente do que alguma vez antecipou, sobretudo a nível psicológico.
“Não foi uma experiência fácil (…), foi mais difícil a nível psicológico do que eu imaginava”, confessou, visivelmente emocionada. Apesar de garantir que nunca precisou efetivamente de apoio psicológico, admitiu que houve momentos em que questionou essa necessidade. “Houve ali dias que foram difíceis”, sublinhou, revelando o impacto acumulado da pressão e da exigência constante do formato.
Um dos episódios mais marcantes aconteceu na penúltima gala, quando foi salva pelo público. Noélia explicou que, após duas noites praticamente sem dormir, sentiu-se incapaz de corresponder às instruções dadas por Paulo Marques durante uma dinâmica. “Eu sei muito bem qual é a direita e a esquerda, mas naquele dia não consegui encarrilhar com a dinâmica do que ele tinha pedido”, relatou, justificando o desempenho que acabou por ser alvo de críticas.
A ex-concorrente lamentou particularmente os comentários negativos nas redes sociais, destacando que muitas pessoas desconhecem as condições físicas e emocionais vividas dentro da base. “As pessoas falam sem saber o que é que nós passámos, isso é que dói”, afirmou, com os olhos cheios de lágrimas, evidenciando o peso que a opinião pública pode ter na vida de quem participa num reality show.
Apesar dos momentos de fragilidade, Noélia Pereira garante que sai da experiência mais forte e consciente dos seus limites. A passagem pela ‘1.ª Companhia’ poderá não ter sido fácil, mas deixou aprendizagens profundas e reforçou a sua capacidade de resistência, mostrando que, por trás da postura firme, existe também vulnerabilidade e humanidade.







