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Mau tempo em Portugal provoca 678 ocorrências e coloca região de Coimbra sob forte pressão

O mau tempo que se tem feito sentir em Portugal continental provocou 678 ocorrências registadas na quinta-feira, com a região de Coimbra a assumir-se como a mais afetada. De acordo com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, a maioria das situações esteve relacionada com inundações, queda de árvores, limpeza de vias e deslizamentos de terra. No total, estiveram mobilizados 2.267 operacionais, apoiados por 973 meios terrestres, numa resposta intensa às consequências do agravamento das condições meteorológicas.

Entre os principais focos de preocupação está o aumento do caudal do rio Mondego, motivado por descargas significativas na Barragem da Aguieira. O comandante nacional da Proteção Civil, Mário Silvestre, alertou para o risco de cheias nas zonas mais baixas da cidade e confirmou que decorrem trabalhos de consolidação no chamado “rio Velho”, com o objetivo de impedir que a água atinja áreas vulneráveis, como Montemor-o-Velho. As autoridades temem que a persistência da chuva continue a pressionar o sistema hídrico da região.

O agravamento das condições atmosféricas poderá ainda afetar outras zonas densamente povoadas, nomeadamente a Grande Lisboa e a Península de Setúbal, onde existe risco de inundações urbanas, sobretudo em garagens e áreas subterrâneas. A Proteção Civil recomenda precaução no estacionamento de veículos e na circulação em áreas suscetíveis de alagamento ou queda de árvores. Também as zonas ribeirinhas do rio Tejo permanecem sob vigilância, com o plano especial da bacia a manter-se no nível vermelho, o mais elevado.

A situação levou à ativação de 12 planos distritais e 124 planos municipais de emergência, além de várias declarações locais de alerta. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera colocou quase todo o território continental sob aviso amarelo devido à chuva persistente e ao vento forte, com exceção do distrito de Bragança. As previsões apontam para rajadas que podem atingir 80 km/h, chegando aos 100 km/h nas zonas montanhosas e terras altas.

As consequências do temporal têm sido severas, com 16 mortes registadas após a passagem de várias depressões atmosféricas, além de centenas de feridos e desalojados. A destruição de habitações, empresas e infraestruturas, cortes de energia e encerramento de serviços públicos têm marcado o impacto nas regiões do Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo. Perante a dimensão dos danos, o Governo de Portugal prolongou a situação de calamidade até dia 15 em 68 concelhos e anunciou um pacote de apoio financeiro que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros.

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