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Mata namorada em Coimbra, mente sobre causa da morte e chora no funeral

Um homem de 36 anos foi detido em Coimbra por suspeitas de ter agredido mortalmente a namorada, Danieli Garrote, de 43 anos. O crime ocorreu a 5 de fevereiro, na habitação do arguido, situada no centro da cidade. A vítima, luso-brasileira, deixa três filhos. De acordo com a Polícia Judiciária, a morte terá acontecido num contexto de violência doméstica motivada por ciúmes.

Após as agressões, o suspeito contactou o INEM, alegando que a companheira se teria sentido mal subitamente. No entanto, quando os meios de socorro chegaram ao local, Danieli Garrote já se encontrava sem vida. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra, onde a autópsia revelou múltiplas lesões traumáticas, sobretudo na zona da cabeça, incompatíveis com morte natural e indicativas de agressão violenta.

O arguido, motorista de TVDE e sem antecedentes criminais conhecidos, foi presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Coimbra esta quarta-feira, 25 de fevereiro. Apesar de não ter confessado os factos, o juiz de instrução criminal determinou a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva. O suspeito está indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, violência doméstica e ofensa à integridade física agravada.

Segundo informações avançadas pelo Correio da Manhã, o homem terá enganado familiares e amigos ao afirmar que a companheira teria morrido vítima de um aneurisma cerebral. Chegou mesmo a marcar presença no funeral, realizado a 13 de fevereiro, onde terá chorado e fingido luto perante os presentes. O casal mantinha uma relação há cerca de três anos e, ao que tudo indica, planeava iniciar uma vida em comum — planos agora abruptamente interrompidos por um crime que está a chocar a comunidade local.

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