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Casos de vírus Chikungunya aumentam em Portugal e especialistas alertam para maior risco na Europa

O vírus Chikungunya virus está a suscitar preocupação crescente na Europa, depois de novos dados indicarem um aumento do risco de transmissão, incluindo em Portugal. De acordo com informações divulgadas pela CNN, que cita um estudo do UK Centre for Ecology & Hydrology, grande parte do continente europeu apresenta atualmente condições favoráveis à propagação do vírus.

A investigação, publicada na revista científica The Royal Society, concluiu que o vírus pode ser transmitido por mosquitos infetados mesmo quando as temperaturas do ar descem até aos 13 graus Celsius. Esta descoberta altera a perceção anterior de risco e sugere que os surtos podem ocorrer em mais regiões e durante períodos mais prolongados do ano.

Segundo as projeções dos investigadores, a transmissão do vírus pode acontecer durante seis meses até um ano em determinadas zonas da Europa. Além disso, cerca de 50% da área geográfica europeia apresenta condições propícias para a propagação do vírus durante os meses de julho e agosto, quando a atividade dos mosquitos aumenta significativamente.

A infeção pelo vírus Chikungunya pode provocar sintomas intensos e debilitantes. De acordo com informações divulgadas pelo Hospital da Luz, os sinais mais comuns incluem febre súbita — frequentemente elevada — acompanhada de dor de cabeça, arrepios, sensibilidade à luz, náuseas, vómitos e erupções cutâneas. Outro sintoma característico é a dor articular e muscular intensa, que costuma surgir entre dois a cinco dias após o início da febre e pode afetar sobretudo as articulações mais distais.

Para reduzir o risco de infeção, os especialistas recomendam algumas medidas de prevenção simples, mas eficazes. Entre elas estão evitar sair para o exterior nos períodos de maior atividade dos mosquitos, instalar redes protetoras nas janelas, utilizar ventoinhas ou ar condicionado e aplicar repelentes nas zonas de pele expostas. Estas precauções podem ajudar a diminuir a probabilidade de picadas e, consequentemente, a transmissão do vírus.

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