Chega e PS trocam acusações no Parlamento sobre viagens políticas à Venezuela e Hungria

No Parlamento português, o líder do partido Chega, André Ventura, acusou o secretário‑geral do Partido Socialista de ter ido à Venezuela “prestar vassalagem a um regime corrupto”, numa interpelação ao Governo que abordava medidas para combater a subida de preços no contexto do conflito no Médio Oriente.
Ventura afirmou que José Luís Carneiro, líder parlamentar socialista, viajou ao país sul‑americano “para dar a mão, o pé, o braço, para dar tudo a um Governo tirano, assassino, corrupto”. O presidente do Chega referiu‑se diretamente ao executivo de Nicolás Maduro e figuras como Delcy Rodriguez, acusando o PS de legitimar um regime que, segundo ele, tem prejudicado emigrantes portugueses.
Em resposta, o líder parlamentar do PS defendeu a deslocação, sublinhando que a Venezuela acolhe uma das maiores comunidades de emigrantes portugueses e que “bem precisa de apoio neste momento difícil”, incluindo de emigrantes com problemas de liberdade e direitos humanos. Em tom crítico, salientou ainda que o Chega, ao contrário do PS, não tem na sua história figuras que foram perseguidas por regimes autoritários no passado.
O debate acirrou‑se quando o socialista apontou o dedo a Ventura por ter estado na Hungria, junto do primeiro‑ministro Viktor Orbán, acusando‑o de “celebrar a extrema‑direita” e de se aliar a figuras políticas que limitam o apoio da **União Europeia à Ucrânia”. Esta crítica foi usada para sugerir que o Chega estaria alinhado com forças contrárias aos valores democráticos europeus.






