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Acidentes com trotinetas provocam cinco mortos e mais de 2300 feridos em Portugal

As trotinetas elétricas tornaram-se uma presença comum nas ruas das principais cidades portuguesas, mas também estão cada vez mais associadas a acidentes graves. Nos últimos três anos, estes veículos já provocaram pelo menos cinco mortes e mais de 2300 feridos em Portugal, segundo dados da Polícia de Segurança Pública (PSP). A tendência preocupa as autoridades, uma vez que se registam cerca de 500 acidentes graves por ano envolvendo trotinetas.

De acordo com a Polícia de Segurança Pública, a maioria dos acidentes resulta de negligência por parte dos utilizadores. O excesso de velocidade face às condições da via, mesmo sem ultrapassar o limite legal de 25 km/h previsto no Código da Estrada de Portugal, é apontado como um dos fatores que mais contribuem para a sinistralidade. A legislação equipara as trotinetas elétricas a velocípedes, o que significa que devem cumprir regras semelhantes às das bicicletas.

Outro problema identificado pelas autoridades prende-se com a falta de infraestruturas adequadas para este tipo de mobilidade. Em muitas cidades, as trotinetas circulam no mesmo espaço que carros, autocarros e motociclos, aumentando o risco de acidente. A liberalização do mercado de aluguer também contribuiu para o crescimento do fenómeno, permitindo que qualquer pessoa, incluindo menores, utilize estes veículos apenas com um telemóvel e uma aplicação.

Os dados mostram ainda que o Distrito do Porto é a região onde a PSP registou mais acidentes no último ano, com 138 ocorrências. Segue-se o Lisboa, com 80 acidentes. Apesar disso, a sinistralidade já se estende a todo o território nacional, incluindo os arquipélagos. Em 2025, a única vítima mortal registada até agora ocorreu no Distrito de Aveiro.

As autoridades alertam também para outros comportamentos de risco, como a condução sob efeito de álcool. A PSP admite que, sobretudo nas madrugadas de fim de semana, é frequente encontrar jovens alcoolizados a circular em trotinetas depois de saírem de bares ou discotecas. Por isso, a Polícia de Segurança Pública recomenda o uso de capacete e o cumprimento rigoroso das regras de circulação, sublinhando que os utilizadores destes meios de mobilidade são particularmente vulneráveis no trânsito urbano.

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