Vírus Chikungunya pode chegar a Portugal: especialistas alertam para risco elevado!

O vírus Chikungunya está a preocupar especialistas e autoridades de saúde, depois de um novo estudo indicar que Portugal está entre as zonas de maior risco na Europa. De acordo com dados divulgados pela CNN Portugal, com base numa investigação do Centro de Ecologia e Hidrologia do Reino Unido, o país reúne condições favoráveis à transmissão desta doença tropical, sobretudo devido à presença do mosquito vetor e às alterações climáticas.
O vírus é transmitido através da picada do mosquito Aedes albopictus, conhecido como mosquito-tigre, já identificado em várias regiões europeias. A investigação, publicada na revista científica The Royal Society, revelou que a transmissão pode ocorrer com temperaturas tão baixas quanto 13 a 14 graus Celsius, o que aumenta significativamente o período de risco e a área geográfica afetada.
Além de Portugal, países como Espanha, Itália, Grécia e Malta também estão em alerta, com previsões que apontam para possíveis surtos locais durante vários meses do ano. Em 2025, foram já registados números recorde de casos em França e Itália, reforçando a preocupação das autoridades de saúde europeias face à propagação do vírus e ao aumento da atividade do mosquito vetor.
Os sintomas do Chikungunya podem ser bastante debilitantes. Segundo informações do Hospital da Luz, incluem febre alta de início súbito, dores intensas nas articulações e músculos, dores de cabeça, náuseas, vómitos e erupções cutâneas. Em muitos casos, as dores articulares podem persistir durante semanas ou até meses, afetando significativamente a qualidade de vida dos doentes.
Embora já exista uma vacina aprovada na Europa desde 2024, não há ainda medicamentos específicos para prevenir a infeção, o que torna a prevenção essencial. Especialistas recomendam evitar exposição nos períodos de maior atividade dos mosquitos, utilizar repelentes, instalar redes de proteção em janelas e recorrer a ventoinhas ou ar condicionado. Com o verão a aproximar-se, a vigilância e os cuidados devem ser redobrados para evitar a propagação deste vírus em território nacional.







