Buscas por casal desaparecido em Montemor-o-Velho reforçadas com drones

As buscas por Venâncio, de 68 anos, e Fátima, de 65, casal residente em Verride, concelho de Montemor-o-Velho, distrito de Coimbra, foram reforçadas esta terça-feira com a utilização de drones e mais meios humanos. O casal está desaparecido desde terça-feira, quando saiu de casa para uma consulta médica em Coimbra e não regressou, motivando o alerta dos familiares na sexta-feira ao final da tarde.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Soure, João Paulo Contente, explicou à agência Lusa que a operação conta agora com 12 operacionais e quatro viaturas da corporação, seis militares e três viaturas da GNR, além de dois drones a sobrevoar a região. As buscas concentram-se na freguesia de Vinha da Rainha, particularmente nos campos de arroz do Vale do Pranto, onde a presença de água dificultou o acesso e a progressão das equipas de resgate.
Desde o início da operação, iniciada ainda na sexta-feira, os esforços têm sido intercalados e adaptados ao terreno. No sábado, participaram 18 bombeiros e 13 militares da GNR, com auxílio de drones para mapear trajetos e áreas alagadas; no domingo, os mesmos meios continuaram a percorrer a zona de residência e rotas que o casal poderia ter seguido. Na segunda-feira, os recursos foram temporariamente reduzidos, contando apenas com cinco bombeiros e duas patrulhas da GNR sem uso de drones, dada a disponibilidade limitada.
As autoridades alertam para o risco acrescido devido às condições do Vale do Pranto, marcado por água estagnada e áreas alagadas, tornando a operação mais lenta e exigente. A colaboração entre bombeiros, GNR e tecnologia de drones pretende maximizar a cobertura das áreas críticas e localizar sinais do casal em segurança.
Este desaparecimento ocorre num contexto pós-intempéries que afetaram gravemente várias regiões de Portugal, incluindo o Centro, Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo. As depressões Kristin, Leonardo e Marta provocaram 16 mortos, centenas de feridos e desalojados, além de destruição de casas, infraestruturas e cortes em serviços essenciais. Apesar da situação de calamidade em 68 concelhos ter terminado no domingo, as operações de emergência e vigilância continuam ativas em zonas de maior risco.







