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Comboio descarrila na Linha do Leste em Abrantes após queda de árvore na via

Uma automotora descarrilou na noite de quarta-feira na Linha do Leste, na zona da Bemposta, no concelho de Abrantes, depois de embater em detritos e numa árvore que deslizaram para a via férrea. O incidente ocorreu por volta das 21h00 e obrigou à interrupção imediata da circulação ferroviária nesta ligação estratégica entre Abrantes, no distrito de Santarém, e Badajoz, já em território espanhol.

Segundo Telmo Ferreira, oficial de operações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), o comboio transportava passageiros no momento do acidente, mas não houve qualquer registo de feridos. O descarrilamento terá sido provocado pela instabilidade do terreno e pela queda de materiais sobre a linha, consequência direta das condições meteorológicas adversas que têm afetado várias regiões do país.

Para o local foram mobilizadas equipas da Infraestruturas de Portugal (IP), responsáveis por recolocar a composição na linha, proceder à remoção dos obstáculos e avaliar eventuais danos na infraestrutura ferroviária. As operações de limpeza e verificação da segurança da via são consideradas prioritárias antes da retoma da circulação, que permanece condicionada até nova avaliação técnica.

O incidente ocorre num contexto de forte perturbação na rede ferroviária nacional. De acordo com um balanço recente da Infraestruturas de Portugal, várias linhas registaram suspensões ou limitações de circulação, incluindo troços da Linha de Sintra, Cascais, Norte, Douro, Oeste, Beira Baixa e Vouga, além da concordância de Xabregas, em Lisboa. A instabilidade atmosférica tem provocado quedas de árvores, deslizamentos de terras e danos em infraestruturas um pouco por todo o território.

Os efeitos das depressões Kristin, Leonardo e Marta continuam a fazer-se sentir em Portugal, com um impacto humano e material significativo. Dezasseis pessoas morreram desde o início do período de mau tempo, além de centenas de feridos e desalojados. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo estão entre as mais afetadas, levando o Governo a prolongar a situação de calamidade em 68 concelhos até dia 15 e a anunciar medidas de apoio que podem atingir os 2,5 mil milhões de euros para responder aos prejuízos causados pelo temporal.

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