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Massa de ar tropical trava chuva intensa no baixo Mondego, mas mantém alerta

O Baixo Mondego continua sob forte vigilância meteorológica, mas há um fator atmosférico que poderá estar a evitar cenários ainda mais graves. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Portugal encontra-se sob a influência de uma massa de ar tropical, mais quente e muito húmida, que favorece chuva persistente ao longo de várias horas, mas tende a reduzir episódios de precipitação extremamente intensa nas zonas de planície, como a região entre Coimbra e a Figueira da Foz.

Este fenómeno também explica a neblina cerrada e os nevoeiros persistentes que têm marcado a paisagem do Baixo Mondego nos últimos dias. De acordo com o meteorologista Jorge Ponte, do IPMA, este tipo de massa de ar caracteriza-se por grande quantidade de vapor de água, temperaturas mais elevadas e precipitação contínua, mas geralmente menos intensa do que a registada em áreas montanhosas. Nessas zonas de serra, a orografia e os choques de massas de ar potenciam acumulados de chuva superiores, o que não acontece com a mesma expressão em terrenos planos.

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